Haddad vence em Paris e Berlim com 69,4% dos votos

Os eleitores brasileiros residentes na França deram a vitória ao candidato petista Fernando Haddad que chegou em primeiro lugar, com 69,4% dos votos. Jair Bolsonaro, do PSL, ficou com 30,5%, de acordo com os boletins das seções eleitorais fixados pelo consulado brasileiro de Paris no local de votação e encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, declarou apoio à eleição do petista. “Na véspera do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil, todo o meu apoio ao meu amigo Fernando Haddad. Conheci o Fernando quando ele era prefeito de São Paulo. Ele é um homem de valor, um defensor da democracia, competente e corajoso”, disse ela pelo Twitter.

A votação em Paris terminou às 17h pelo horário local, (13h em Brasília) e transcorreu sem incidentes, com 16 urnas eletrônicas instaladas no Espace Cléry, um centro de eventos alugado pelo Consulado Brasileiro no 2° distrito da capital francesa.

A abstenção foi considerada bastante alta neste domingo, já que 57,6% dos inscritos não apareceram para votar, repetindo o mesmo índice do primeiro turno. As férias escolares de outono, que duram até o início de novembro, podem ter sido uma das principais causas do alto índice, já que muita gente aproveita a época para viajar.

A votação em Haddad no segundo turno confirma uma tendência observada nas últimas eleições para presidente. Desde 1998, o PT ganhou quase todas as disputas em Paris, com Lula e Dilma vencendo com folga em 2002, 2006 e 2010. Perdeu somente em 2014, quando a vitória foi de Aécio Neves.

A votação de brasileiros em 33 países já foi encerrada, informou na manhã deste domingo (28) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que centraliza a organização das eleições.

As urnas já foram fechadas na Nova Zelândia, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, Taiwan, Cingapura, Filipinas, Malásia, Hong Kong, Timor Leste, Indonésia, Vietnã, Tailândia, Índia e Nepal.

Também já se encerrou a votação em Omã, Emirados Árabes, Israel, Arábia Saudita, Palestina, Chipre, Quênia, Rússia, Kuwait, Ucrânia, Turquia, Finlândia, Catar, Tanzânia, Líbano, Grécia, Jordânia.

Berlim – Daqui pra frente, nessa campanha eleitoral, como se diz no interior, vai ser necessário mudar o rumo dessa prosa, porque há verdadeiramente o risco de incendiar o país e da derrocada da Democracia.

PBAgora